- 5 de janeiro de 2026
Passaporte de Eliza Samudio é encontrado em Portugal e reacende mistério sobre o caso
Um passaporte antigo de Eliza Samudio, desaparecida desde 2010, foi encontrado em um apartamento em Portugal e reacendeu questionamentos sobre um dos casos criminais mais emblemáticos do país. A informação foi divulgada pelo portal LeoDias, que também ouviu o homem responsável pela descoberta do documento.
Em entrevista ao portal, o homem, identificado apenas como José, afirmou que prefere não revelar a identidade da proprietária do imóvel alugado onde o passaporte foi localizado. Segundo ele, o documento estava guardado entre livros no apartamento. José levantou ainda um questionamento que reforça o mistério em torno do caso: “Quem seria capaz de entrar no país com o passaporte de uma pessoa que está morta?”.
De acordo com a apuração do portal LeoDias, o passaporte é brasileiro, original, possui 32 páginas e não apresenta páginas faltando. O dado que mais chamou atenção é a existência de apenas um carimbo de entrada, sem registro de saída. O carimbo seria de Lisboa, datado de 1º de maio de 2007, indicando a entrada de Eliza em Portugal e na Europa naquele período.
Ainda segundo as informações divulgadas, o documento foi emitido em 2006, com expedição em 9 de maio daquele ano e validade até 8 de maio de 2011. Não há registro de solicitação de segunda via do passaporte. Após a descoberta, o material foi entregue ao Consulado Brasileiro em Lisboa, que informou já ter comunicado o Itamaraty e aguarda orientações sobre os próximos procedimentos. O passaporte deve ser encaminhado às autoridades competentes para verificação oficial e possível análise técnica, com posterior comunicação à família.
O CRIME
Eliza Samudio foi assassinada aos 25 anos em um crime que teve grande repercussão nacional e envolveu o então goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes. À época, ela travava uma disputa judicial para que o atleta reconhecesse a paternidade de seu filho. O caso chocou o país pela violência e pelo envolvimento de uma figura pública do futebol.
Mesmo com a condenação dos responsáveis, o crime permanece cercado de lacunas. O corpo de Eliza nunca foi encontrado, o que até hoje impede a família de realizar um sepultamento e mantém viva a dor em torno do caso. A descoberta do passaporte, mais de 14 anos após o desaparecimento, representa um elemento inesperado e voltou a gerar debate nas redes sociais, levantando hipóteses sobre possíveis deslocamentos, ocultação de provas ou conexões ainda não esclarecidas pelas autoridades. Procurada, a mãe de Eliza, Sônia Moura, ainda não se manifestou publicamente.