• 4 de janeiro de 2026

Suprema Corte venezuelana ordena que Delcy Rodríguez assuma a Presidência após captura de Maduro

Reprodução/OGlobo

A Suprema Corte da Venezuela determinou, no final da noite de sábado, que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma a Presidência da Venezuela, quase 24 depois da captura do presidente Nicolás Maduro em uma operação militar de grande porte dos EUA. Maduro foi levado para os Estados Unidos, onde deve enfrentar acusações na Justiça, mas Delcy, assim como toda a cúpula chavista, insistiam que ele seguia como o “único presidente” do país.

Pela decisão da Sala Constitucional da Corte, fica determinado que “Rodríguez assuma e exerca na condição de encarregada todas as atribuições, deveres e funções inerentes ao cargo de presidente da República Bolivariana da Venezuela, a fim de garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação”. Os magistrados explicam que a decisão foi tomada “diante da agressão militar e estrangeira”, que teve “como objetivo o sequestro do presidente constitucional”, Nicolás Maduro.

O tribunal aponta que esta é uma decisão temporária, válida por até 90 dias, que podem ser prorrogados por mais três meses, caso assim decida a Assembleia Nacional, dominada pelo chavismo — a oposição defendeu o boicote nas eleições de maio. Caso o período de 180 passe e Maduro não retorne ao cargo, a Constituição determina que novas eleições sejam convocadas. Ao menos em tese.

Logo após a captura de Maduro, em uma operação que envolveu dezenas de aeronaves, navios, uma força de elite do Exército americano e que teria deixado 40 mortos, de acordo com integrantes do governo local, Trump afirmou que os EUA passariam a “controlar” a Venezuela durante o processo de transição, e chegou a citar de forma positiva o nome de Rodríguez em uma entrevista coletiva. A vice de Maduro dialogou com Washington durante negociações envolvendo o petróleo e a participação de empresas americanas no país — no caso, a Chevron — e o republicano sugeria que ela estava alinhada ao seu projeto imediato para a Venezuela, que não está nada claro.

Mas Delcy Rodríguez, uma chavista convicta e que também foi chanceler da Venezuela, insistiu, ao lado de pesos pesados do governo de Maduro, que ele era o único presidente do país, exigiu que ele fosse libertado imediatamente e afirmou que lutariam para defender a soberania e os recursos naturais venezuelanos. Ela ainda não se pronunciou sobre a decisão, mas no sábado, o jornal New York Times disse que ela foi empossada em uma “cerimônia secreta”, logo após a captura de Maduro.

Fonte: O GLOBO

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