- 2 de janeiro de 2026
Leandro Vilela não passa em exames no Náutico e fica sem clube após deixar o Paysandu
Após ter jogado o Paysandu na Justiça e ter cobrado uma dívida de mais de quatro milhões, o volante Leandro Vilela foi anunciado no Náutico-PE. Porém, na última quarta-feira (31), o Timbu divulgou em suas redes sociais o desligamento do atleta depois da identificação de um problema físico durante os exames médicos de rotina na pré-temporada. Embora não tenha sido detectada uma ruptura ligamentar, os testes apontaram um quadro de estresse no joelho que impediu a permanência do atleta no clube.
A saída do jogador ocorreu de maneira amigável e sem custos financeiros para a diretoria do clube pernambucano, uma vez que o vínculo estabelecido era apenas um pré-contrato. O departamento médico optou pela precaução para evitar que a condição clínica do volante evoluísse para uma lesão de maior gravidade ao longo do ano.
O Clube Náutico Capibaribe informa que as tratativas envolvendo o atleta Leandro Vilela decorreram da celebração de um pré-contrato, o qual previa, de forma expressa, a realização de etapas formais e condicionantes para a efetivação da contratação definitiva.
Considerando que… pic.twitter.com/KJkblgava3
— Náutico (@nauticope) December 31, 2025
Diante da baixa inesperada no setor de contenção, a cúpula alvirrubra agiu com agilidade e oficializou a contratação de Luiz Felipe para recompor o plantel. O novo reforço já desembarcou e iniciou as atividades físicas integradas ao restante do grupo no Centro de Treinamento Wilson Campos.
Caso Vilela e Paysandu
Segundo a defesa do jogador, o montante, que atinge R$ 4.057.229,11, refere-se a uma série de pendências financeiras acumuladas pelo clube. O advogado Felipe Rino explicou que o valor se deve a atrasos em múltiplas verbas, totalizando:
- Três meses de direitos de imagem em atraso.
- Sete meses de salários não pagos (dois meses listados separadamente somados a outros cinco meses em atraso).
- Verbas rescisórias, incluindo 13º Salário e Férias.
O principal fator que elevou a cifra é a rescisão indireta do Contrato de Trabalho, solicitada pela defesa e já deferida pela Justiça. Conforme Rino, o fundamento legal foi o atraso salarial superior a dois meses, uma possibilidade prevista na Lei Geral do Esporte.