- 23 de dezembro de 2025
Advogado e professor assume a presidência do Paysandu; conheça o perfil de Márcio Tuma
Após o desligamento oficial de Roger Aguilera da presidência do Paysandu na tarde da última segunda-feira (23), o cargo passou a ser ocupado de forma interina por Márcio Tuma, então vice-presidente do clube. Em suas primeiras declarações, Tuma adotou um tom diplomático e pragmático.
O novo mandatário tratou a saída de Aguilera como uma “questão estritamente pessoal”, blindando a instituição de possíveis polêmicas. O foco da nova gestão é claro: estabilidade e reorganização para garantir que a transição não afete o desempenho do clube em campo.
Quem é Márcio Tuma, o novo presidente do Paysandu?
Conheça o perfil técnico do novo presidente:
- Expertise jurídica: advogado sócio-fundador da banca Tuma Torres Advogados Associados S/S, com sólida atuação no Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região e Tribunais Superiores.
- Formação acadêmica: Mestre em Meio Ambiente do Trabalho pela UFPA e pós-graduado em Direito Processual, Gestão de Pessoas e Planejamento Regional.
- Histórico no clube: conhece a engrenagem do Papão como poucos, tendo sido Diretor Jurídico (2023-2024) e Presidente da Assembleia Geral no biênio 2015/2016.
- Atuação institucional: Ex-presidente da Comissão de Combate ao Trabalho Forçado da OAB/PA e ex-conselheiro da ATEP.
- Voz ativa: além de professor de pós-graduação no CESUPA, Tuma é palestrante, autor do livro “Ampliação do Intervalo Intrajornada: Um Dano Existencial” e colunista da CBN Amazônia.
- Família: Tuma é casado, pai de duas filhas e primo de José Roberto Tuma, marido da vice-governadora Hana Ghassan (MDB).
Detalhes da coletiva
Na coletiva de apresentação, o novo presidente bicolor reforçou o compromisso prioritário de sanear as finanças e estabeleceu o prazo de três meses para detalhar um cronograma estratégico que visa liquidar as dívidas trabalhistas acumuladas pelo clube.
“Vou me comprometer pessoalmente a, no prazo de 90 dias, apresentar um plano para que a gente veja a melhor maneira de pagar esses débitos”, disse Tuma.
No campo jurídico, o mandatário destacou que o passivo processual movido por ex-jogadores exige uma abordagem técnica e transparente para não comprometer o futuro. Tuma prometeu uma análise minuciosa de cada ação para assegurar que os pagamentos sejam realizados de forma sustentável e dentro da realidade financeira bicolor.
Quanto ao planejamento para 2026, a diretoria manterá a base administrativa atual com o apoio de nomes como Alberto Maia e Ícaro Sereni. A estratégia consiste em fortalecer a infraestrutura de saúde e equipamentos antes de anunciar grandes investimentos na contratação de reforços para o elenco.
A filosofia de montagem do time priorizará a responsabilidade orçamentária, descartando a chegada de medalhões que possam inflar a folha salarial sem retorno técnico. O presidente utilizou exemplos de sucesso no futebol nacional para defender que a competitividade depende mais de critério e estrutura do que de salários astronômicos.
“Não adianta a gente trazer um atleta padrão Série A, se ele chegar aqui e não tiver estrutura que corresponda ao nível dele, então queremos trazer investimentos em saúde, equipamentos, virar a chave, respeitando tudo o que vem sendo feito pelo Roger, com transparência total”, complementou.
Márcio Tuma terá o desafio de liderar o Papão pelos próximos doze meses em um cenário de receitas reduzidas após o rebaixamento recente. O foco imediato será a valorização dos talentos da base e o uso racional dos recursos disponíveis até a realização do novo pleito eleitoral.