• 17 de dezembro de 2025

Polícia Civil do Pará prende no Maranhão envolvidos em furto eletrônico de R$ 107 milhões

Foto: Agência Pará

A Polícia Civil do Pará prendeu, nesta quarta-feira (17), no estado do Maranhão, dois suspeitos de envolvimento em um furto eletrônico bancário que causou prejuízo estimado em R$ 107 milhões. As prisões ocorreram durante a terceira fase da Operação Porta 34, que também investiga os crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro contra uma instituição financeira.

Nesta etapa, foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão nos municípios de Imperatriz e São Luís, por determinação do Juízo das Garantias da Região Metropolitana de Belém, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA). O objetivo foi apreender dispositivos eletrônicos, documentos e registros financeiros considerados fundamentais para o avanço das investigações.

Segundo a Polícia Civil, a terceira fase da operação teve como foco a desarticulação do núcleo operacional do esquema criminoso. Dois investigados foram localizados e presos em Imperatriz. De acordo com o diretor em exercício da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), delegado Yuri Vilanova, os suspeitos atuavam de forma coordenada, utilizando reuniões virtuais para planejar o ataque eletrônico e executar as ações ilícitas.

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As diligências foram conduzidas pela Dioe e pela Delegacia Especializada em Investigação de Estelionato e Outras Fraudes (Deof), com apoio da Polícia Civil do Maranhão. O delegado responsável pelo caso, Tainan Carqueija, explicou que a investigação começou após a identificação, em julho deste ano, de um ataque ao sistema bancário, realizado por meio de acesso indevido e transferências automatizadas em grande escala.

Na primeira fase da operação, a polícia prendeu o gerente de uma agência bancária, apontado como responsável por inserir clandestinamente um dispositivo malicioso na rede interna da instituição, permitindo o acesso remoto aos sistemas. Já na segunda fase, os investigadores avançaram sobre a cadeia de comando do esquema e prenderam o recrutador do gerente, que teria prometido o pagamento de R$ 3 milhões como recompensa pela participação na fraude.

As investigações continuam em andamento e seguem sob sigilo, com o objetivo de garantir a eficácia das ações policiais e a completa elucidação do caso.

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