• 10 de dezembro de 2025

Pará registra queda nos casamentos, alta nos divórcios e avanço das uniões homoafetivas

Reprodução

Os casamentos no Brasil estão mais curtos e os divórcios mais rápidos. Essa realidade nacional se reflete no Pará, onde a duração média das uniões matrimoniais também diminui a cada ano. Dados recentes das Estatísticas do Registro Civil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram uma mudança significativa nos relacionamentos afetivos do país ao longo das últimas duas décadas. No Pará, os dados disponíveis de 2024 apontam para um cenário de queda nos casamentos e aumento dos divórcios.

Hoje, um casamento no Brasil dura, em média, 13,8 anos até o divórcio. Houve um tempo em que essa média era de 17,1 anos, isso há 20 anos, caindo para 16 anos em 2010. Metade dos divórcios registrados atualmente ocorre em menos de uma década de união.

O cenário geral é de menos casamentos e mais separações. Em 2023, o país registrou 940.799 casamentos e 440.827 divórcios, um aumento de 4,9% nas dissoluções em relação a 2022.

Realidade paraense

No contexto regional, o Norte do Brasil, que inclui o Pará, apresenta um dos maiores percentuais de divórcios em menos de dez anos, com 54,8% das separações ocorrendo nesse período. Embora o IBGE não divulgue os números brutos exatos de casamentos e divórcios por estado, sabe-se que o Pará acompanha a tendência de fragilização das uniões. Já houve um período, em 2021, em que o Pará liderou o ranking dos divórcios por 100 casamentos, com uma taxa de 36, enquanto a média nacional foi de 9, quatro vezes menos.

Hoje, com base em dados do IBGE de anos recentes, é possível dizer que o Pará possui um dos menores números absolutos de divórcios no país, o que pode estar mais relacionado ao volume populacional e à dinâmica de registro do que a uma maior estabilidade conjugal.

A realidade é que o ritmo acelerado da vida moderna, dificuldades financeiras e a falta de comunicação são apontados como fatores comuns para o aumento das dissoluções em todo o país, inclusive na região Norte.

De acordo com dados de 2022, municípios paraenses como Redenção (2,64 por mil habitantes) e Abel Figueiredo (2,63) lideraram as taxas locais de divórcio por estado, enquanto Belém manteve uma taxa de 0,38 divórcios por mil habitantes.

Homoafetivos

Há, porém, um dado curioso, que merece registro. Enquanto a tendência, no Pará e no Brasil, é de redução no número de casamentos e aumento na quantidade de divórcios, destaca-se o fato de que, no Pará, o número de uniões homoafetivas ganha relevância. Foram 381 registros em 2024, um recorde desde 2013. Até maio de 2015, já foram registrados 173 casamentos homoafetivos. 

A realidade observada nacionalmente e na região Norte indica que as uniões no estado também enfrentam novos desafios. A tendência de menor duração dos casamentos e divórcios mais céleres sugere que os paraenses, assim como outros brasileiros, estão reavaliando o conceito de matrimônio e priorizando a qualidade da relação e a felicidade individual.

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