• 5 de dezembro de 2025

Guto Ferreira não deve seguir no Remo; Cuca é o favorito para a Série A, diz jornalista

Ascom/Atlético-Mg

Após as negociações para renovação de contrato não terem avançado como o esperado, Guto Ferreira não deve seguir no Clube do Remo para comandar o time na Série A do Campeonato Brasileiro. Segundo informações do jornalista Giuseppe Tommazo, o técnico Cuca é o mais cotado para assumir o Leão Azul na temporada 2026.

A relação do técnico Cuca com o Remo possui capítulos tanto como jogador quanto como treinador. Em 1994, o então meia-atacante integrou o elenco azulino que vivenciou a queda para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Naquela temporada, o time paraense encerrou a participação na liga nacional ocupando a penúltima posição, registrando seis vitórias, cinco empates e 14 derrotas em seu desempenho.

Anos mais tarde, especificamente em 2001, Cuca retornou ao Baenão, desta vez exercendo a função de treinador da equipe. A passagem pelo comando técnico do Remo foi interrompida com a demissão durante a disputa da Série B daquele ano. Ao deixar o Leão Azul, o treinador entregou a equipe na 19ª colocação da classificação geral da competição, com o clube nas proximidades da temida zona de rebaixamento.

Caso Cuca

Em julho de 1987, em Berna, na Suíça, Cuca e outros três jogadores do Grêmio foram detidos sob a acusação de manterem relações sexuais com uma menina de 13 anos no quarto do hotel onde a equipe se concentrava. Em 1989, o treinador foi condenado pela justiça suíça a 15 meses de prisão e multa por ato sexual com menor e coação, em um julgamento realizado à revelia — sem que ele estivesse presente ou tivesse constituído defesa formal.

No desfecho definitivo ocorrido no início de 2024, o Tribunal Regional de Berna-Mittelland, na Suíça, anulou a condenação de Alexi Stival, o Cuca, referente ao caso de ato sexual com menor ocorrido em 1987. A decisão da juíza Bettina Bochsler acolheu a tese da defesa de que o julgamento original, realizado em 1989, ocorreu à revelia e sem que o treinador tivesse constituído representação legal adequada, configurando uma falha processual. Devido ao longo tempo decorrido, o crime foi considerado prescrito, o que impediu a realização de um novo julgamento e resultou no arquivamento oficial do processo pelo Ministério Público suíço.

Apesar da vitória jurídica da defesa, especialistas e o próprio texto da decisão ressaltam uma distinção técnica crucial: a anulação se deu por vícios processuais e pela extinção da punibilidade, e não por uma absolvição no mérito dos fatos. Ou seja, a justiça suíça não entrou na análise das evidências para declarar a inocência do treinador, mas reconheceu que o Estado falhou em garantir um julgamento justo na época e que o tempo para punição expirou. Como reparação pelas falhas do processo, o tribunal concedeu a Cuca uma indenização de aproximadamente 13 mil francos suíços (cerca de R$ 75 mil), valor que o técnico se comprometeu a doar.

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