- 2 de dezembro de 2025
Arena de Combate Pit faz estreia no Brasil em 1ª edição do Fight Zone no Mangueirinho
A Arena Guilherme Paraense, o Mangueirinho, sediou no último sábado (29) a 1ª edição do Fight Zone, um campeonato de lutas inédito no Brasil. O destaque da noite foi a introdução da Arena de Combate Pit, uma estrutura rebaixada inspirada em grandes competições internacionais que proporcionou maior proximidade do público aos confrontos.
O evento foi uma realização da Federação Paraense de Lutas e Paradesportos (FPLP) e contou com o fundamental apoio do Governo do Pará. O Fight Zone teve como modalidade principal o grappling, um estilo de luta focado em agarramentos, controle e finalizações do adversário.
A competição reuniu um total de 44 atletas em 10 lutas casadas masculinas, além dos torneios Grand Prix (GP) masculino e feminino. Os campeões dos GPs receberam dois cinturões e uma premiação em dinheiro de R$ 5 mil para cada vencedor. Mais de 500 espectadores lotaram as arquibancadas, presenciando a presença de nomes de destaque no cenário nacional, como os ex-atletas do UFC Michel Trator, Iliarde Santos e Antônio Arroyo. Além disso, o paraense Mickley Trator, irmão de Michel, também participou do evento como competidor.
Mickley conquistou mais uma vitória, mantendo a invencibilidade no Jiu-Jitsu sem quimono. Competindo em uma luta de peso combinado até 90 kg contra Patrick Filex, Trator superou a desvantagem de carregar 10 kg a menos que o peso limite da categoria para finalizar seu oponente.
Em entrevista exclusiva ao Núcleo de Esportes do Cidade 091, Mickley Trator detalhou a estratégia que garantiu o triunfo:
“Bom, eu tenho uma estratégia de estudar, tentar derrubar, passar e pegar, finalizar nos três primeiros minutos. Foi o que aconteceu. No término da luta, eu ganhei por finalização e continuo invicto, né? Mantendo minha invencibilidade, nunca perdi para ninguém no Jiu-Jitsu sem quimono. Nunca perdi pra ninguém no Jiu-Jitsu sem quimono.”
Velhos e novos talentos
O ex-lutador do UFC Michel Trator destacou a importância de sediar o campeonato no Mangueirinho como um incentivo a novas competições para os talentos regionais. Ele afirmou que “é um evento grande, que veio para ficar e abrir portas para o mundo” e que “essa novidade vai contribuir muito para o crescimento da arte marcial. Estamos aqui para incentivar os novos talentos, porque eles sempre chegam para superar a velha guarda”.
Card principal
Ao final da competição, os campeões do GP comemoraram a conquista inédita e o formato inovador da disputa. O campeão masculino, Alessandro Sobrinho, celebrou a oportunidade: “Muito gratificante, porque é o primeiro evento que a gente trabalha com a Arena Pit. É o primeiro evento do Brasil. […] Já deixei meu nome marcado na história da competição”.
A campeã do GP feminino, Vitória Gabriela, de 22 anos, também expressou sua satisfação com o resultado: “Muito feliz com o resultado. É um trabalho que eu e minha equipe fazemos há muito tempo. E poder ter o resultado, obter o objetivo que a gente queria, ganhar, levar esse dinheiro pra investir em mais campeonatos, que a temporada de 2026 tá bem perto, e conseguimos, dou graças a Deus”.