- 8 de outubro de 2025
Filho de escrivã é baleado em operação da Polícia Federal em Belém
Um jovem, identificado como Marcelo Carvalho, de 24 anos, morreu na manhã de hoje, dentro do apartamento da família, no residencial Ed Lá Ville, localizado na rua dos Mundurucus, no bairro do Jurunas, em Belém. A vítima, que era filho de uma escrivã da Polícia Civil do Pará, e servidor do corpo administrativo da PC, foi baleada por agentes da Polícia Federal durante uma operação realizada na manhã de hoje contra o tráfico internacional de drogas.
Segundo a PF, o jovem foi atingido ao reagir a abordagem policial durante o cumprimento de um dos mandados de buscas e apreensão como desdobramento da Operação Eclesiastes, que tem com o objetivo de desarticular organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de dinheiro.
Durante as investigações, Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) indicaram movimentações superiores a R$ 1 bilhão em um complexo esquema de ocultação de valores. As investigações revelaram ainda que o grupo utilizava embarcações pesqueiras para o transporte de drogas e contava com uma rede de colaboradores em vários estados do país. Um empresário paraense, já falecido, era apontado como principal responsável pela logística e pela movimentação financeira ilícita, que era realizada por meio de empresas de fachada e “laranjas”.
Durante toda manhã, os agentes cumpriram 19 mandados de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão, além do sequestro judicial de bens e valores que podem alcançar R$ 1,5 bilhão, conforme decisão da 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará. As diligências ocorreram em Belém, Ananindeua e municípios da região metropolitana, com o apoio de expressivo efetivo policial.
O grupo também é investigado por financiar garimpos ilegais e pela entrada irregular de ouro no país, demonstrando a interligação entre os crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e mineração ilícita.
Na operação, foram apreendidos documentos, celulares, veículos de luxo e valores em espécie, além do bloqueio judicial de contas bancárias e imóveis residenciais.