- 2 de setembro de 2025
Imóveis de alto padrão, viagens caras e itens de luxo: o empresário que tentou fugir de lancha em ação contra o PCC
O empresário Rafael Renard Gineste, que tentou fugir de lancha e foi preso pela Polícia Federal durante a operação Tank, deflagrada na última quinta-feira, é apontado pela PF como “um dos principais operadores” do esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro de grupo ligado ao PCC.
Sócio-administrador da F2 Holding Investimentos Ltda., o empresário utilizava a empresa para dar aparência de legalidade a recursos de origem ilícita. Segundo os investigadores, ele fazia parte do núcleo financeiro da organização criminosa. Além da F2 Holding, Gineste está vinculado a outras pessoas jurídicas, incluindo postos de combustíveis.
O empresário já havia sido condenado por corrupção ativa em 2016, no âmbito da operação Publicano, no Paraná, quando recebeu pena de quatro anos e oito meses de prisão por pagar propina a auditores da Receita Estadual, de acordo com publicação da Amapar (Associação dos Magistrados do Paraná).
Na representação da operação Tank, a Polícia Federal afirma que Gineste era responsável por “coordenar atividades de lavagem de dinheiro, fraude fiscal e adulteração de combustíveis”. Dentro da organização, ele administrava postos usados para movimentação de dinheiro ilícito, ocultação de patrimônio e distribuição de valores obtidos de forma irregular.
Os agentes também relataram que Gineste utilizava uma rede de “pessoas interpostas” e empresas de fachada para simular transações comerciais e justificar a movimentação de grandes quantias sem lastro fiscal. Ele mantinha controle direto sobre dados pessoais e contas bancárias de diversos laranjas ligados ao grupo.
A PF ainda destacou a vida de luxo levada pelo empresário, que teria construído um patrimônio milionário às custas do esquema criminoso, com ostentações que incluíam “imóveis de alto padrão, viagens caras e itens de luxo”, como “joias e veículos adquiridos por meio do esquema criminoso”